Incautos, observamos um caos. O emaranhado de soberba beleza nos traduz o íntimo, forte e frágil, da floresta imaculada.

Protegida por troncos, ramos, folhas, a natureza preserva o seu cerne como a um filho. Num momento de reflexão, o Homem questiona seus limites e os da floresta; talvez ainda não os compreenda. Assim como um mãe que, diante do perigo se fecha para a luta, Gaia nos protege de nos mesmos quando cerra suas florestas.

O muro que se forma diante de nossos olhos é o limite imposto para que a nossa continuidade seja preservada; o Homem só precisa respeitá-lo.

Wilson José de Sales
Médico Geriatra
SP – Abril/2007