Não são nomes e nem são gente.

José Pinto e Pedro PInto Amazônia Gente

São instituições que brotam, não se sabe de onde e nem como, e de que bubuia montam nos igarapés, nos grandes e pequenos afluentes e mergulham no Solimões, renascem no Negro, confrontam-se nas águas amarelas de um e metem as esporas de suas montarias no volume descomunal das águas negras do outro e, na briga ciclópica, misturam-se parindo o Rio Amazonas, que o mundo tonto e espantado vê nascer.

Seringais e castanheiras, malocas e aldeias de índios mansos e de índios brabos, ajuntamentos de brancos em vilas e cidades — tudo e todos na beira da água que é origem da vida, dos alimentos; ajuntamentos ribeirinhos gerando sociedades primitivas, as mesmas que sem ter conhecido a roda saltam da canoa para o avião da FAB gerando o milagre da união geográfica do País fantástico.

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Jorge Ferreira
Jornalista – Rancho Donana
Cerqueira César – SP – Fevereiro / 2007